domingo, 10 de maio de 2015

Bate papo Fernando Aragão
Ele nasceu em 1 de fevereiro de 1951, caçula de oito filhos do casal Alcindo Bezerra Aragão e Maria Helena Aragão. O sobrenome não é à toa, é sobrinho de Raimundo Aragão, primeiro prefeito eleito e um dos que lutaram pela emancipação do município. Seu maior sonho é administrar a cidade, mas já foi um dia ter apenas uma calça comprida... Com uma vida inteira praticamente ligada ao comércio e a política de Santa Cruz do Capibaribe, no seu quinto mandato na Casa José Vieira de Araújo, o ‘Bate-Papo Direto ao Ponto’ recebeu na última quarta-feira (6) José Fernando Arruda Aragão.
Conheça um pouco mais de sua trajetória de vida e algumas curiosidades.
Infância
Nos anos de 60 e 70 a cidade vivia seus primeiros anos de emancipação e o pequeno Fernando seus primeiros de vida. O filho de ‘Seu Alcindo’ e sobrinho de Raimundo Aragão brincava nas poucas ruas que deram início à cidade. Morou na Rua Grande (Atual Padre Zuzinha), Rua dos Currais e Rua do Pátio.
“Tive uma infância igual tantas outras aqui em Santa Cruz, nos aos 60. Até 1959 meus pais moravam em Caruaru e depois desta data regressou para Santa Cruz quando já estava com cerca de oito anos. Um moleque que gostava muito de jogar bola de gude, barra bandeira... Uma cidade que tinham três, quatro ruas onde brincava em todas, conhecia todos os moradores. Até em virtude no sobre nome, Aragão. Raimundo Aragão meu tio que tanto lutou pela emancipação do município, então todos conheciam”.
De berço
Fernando estudou no Ginásio (atual Cenecista) na Avenida 29 de dezembro e com a ‘veia política’ de nascimento, foi um dos representantes das turmas por onde passou. E enfatiza a tendência familiar para a questão política.
“Sempre tive a tendência de liderança. Do Colégio era o presidente da turma, quem organizava as coisas, arrumava as festinhas... Isso é de sangue até em virtude do próprio nome. O nome Aragão, historicamente teve isso em nossa cidade. Raimundo, Rodolfo, teve o Senador Ronaldo Aragão, que foi senador por outro Estado, mas mostra como a família sempre teve ligado dessa forma, tínhamos todos isso. E de onde vem justamente essa vontade de fazer política”, comenta.
Da época de colegial, Fernando faz algumas citações de amigos do período. “Teve Romildo Bezerra, Adelmo, Mauro Ripa que morava na Rua Grande”, lembra.
Do tempo, conta ainda que o pai era bastante severo com a questão. Notas baixas rendiam punições, como carregar água em galões e palmadas.
“Isso vinha muito de tio Raimundo que conseguiu formar os 11 filhos e incentivava meu pai a colocar todos os filhos na escola. Como os ‘Aragãos’ não tinham recursos o que deixaram de fato, para os demais, foi a educação”, diz orgulhoso.
“Meu pai era mesmo rigoroso e colocava a gente para aprender mesmo. Aprendia ou a palmada comia, que bom que aconteceu assim”, acrescenta.
Sonho humilde
Durante a criancice, um desejo simples era latente, um simples objeto, uma calça comprida que não tinha. Além das condições financeiras não tão boas da família, o objeto significava um ‘status de rapaz’ para o usuário. E essa falta perturbava o pequeno Fernando.
“Tinha essa vontade, por que para época era importante. Hoje qualquer criança tem uma calça, mas nós não. Naquele tempo só tinha quando já estava um rapazinho e se vangloriavam por isso. Todo garoto tinha esse sonho. E realmente só cheguei a ter com 12 anos”, recorda.
 
O namorador, a paixão ‘a segunda vista’, e todo um lado romântico...
Fernando conta que, quando rapaz, teve vários namoricos, mas com a diferença dos tempos, às vezes era apenas de ‘mandar recado’. Caso curioso que uma das namoradas, de início, foi recusada pelo rapaz... A principal de todas.
“Eu era magrinho. Só vivia jogando bola na areia do rio, tinha um cabelo bom e conseguia muitas namoradas. Mas era um namoro sadio, não era como hoje. Às vezes só de mandar recado mesmo, mas era namoro para o tempo. Essa fase eu cumpri bem”, diz rindo.
“Eu tinha uma grande amiga, Elinã. Muito estudiosa, por sinal. E em uma das festas, pediu para que eu namorasse com sua sobrinha. E quando perguntei quem era, era Ivone. Ela toda vida teve uma aparência de uma pessoa mais jovem do que sua idade real. Eu olhei para ela, novinha, toda de branco e eu disse ‘não, quero esse anjo não’. Depois que vi que ela cresceu um pouquinho, ‘criou umas carnes’ eu fui atrás e expliquei ‘eu não tinha olhado direito”, conta às gargalhadas.
Hoje, Fernando e Dona Ivone são casados. Têm três filhos e dois netos.
Conselho de sogra - A própria mãe de Fernando aconselhava a nora. ‘Cuidado que esse menino é danado’, dizia. Evangélica, Ivone não gostava de dançar, mas acompanhava o namorado aos bailes para não deixá-lo ir sozinho.
Mudança de plano - Certo dia, Dona Ivone arranjou o dinheiro para ele comprar as entradas de um baile. No caminho Fernando mudou a trajetória e caminho da verba... “Naquele tempo tomávamos cachaça e naquela época dinheiro era algo muito difícil, pouca gente tinha. E ela conseguiu com a mãe e me deu para comprar, e no caminho eu troquei a direção”, fala rindo, garantindo que logo em seguida se entenderam, mas não foram para a festa.
O amor é lindo... - Com algumas ‘bolas fora’, mas muito apaixonado, Fernando fazia o estilo romântico e até serenata na janela da casa do seu amor, realizou. “Era eu, Zezito, Clemente, Abdias...E fazíamos serenata, principalmente quando íamos para uma festa sem as namoradas e depois tinha que concertar as coisas. Ou tomávamos umas quatro (bebiam) e a serenata depois era para agradar os corações e voltar as boas” relembra acrescentando que tempos depois cada um casou com as namoradas da época. Três deles, incluindo o próprio Fernando, sustentam a união até os dias atuais.
Em tempo... – Garantias do ‘estilo romântico’, Fernando Aragão é um fã nato do cantor Roberto Carlos. Portador de toda a coletânea do artista, ainda em LP.
A Ovelha negra – No futebol, destoa da maioria da família, por influência de um tio...
Torcedor fanático do Sport Clube do Recife, o rubro-negro sofreu com períodos amargos quando iniciou a fase de torcedor e costuma vibrar bastante com resultados positivos e se estressar com os negativos... Quem passa próximo à sua casa em dias de futebol, imagina que existe ali uma verdade ‘briga’.
“Eu dou chute no vento, eu faço qualquer coisa. Comecei a torcer mesmo na fase difícil em que o Náutico ganhou tudo, foram seis títulos seguidos e a gente se escondia para ouvir os jogos. Toda a família é Náutico, meus irmãos e irmãs e eles começaram a me chamar de Burro-negro” (Uma alusão pejorativa ao Rubro-negro, torcedor do Sport Recife).
Vida fora de Santa Cruz
Terminando o colegial, foi tempo de buscar ‘novos ares’. Experiências em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife fizeram parte dos locais de moradias de Fernando, até estruturar a família e retornar a cidade, experiente e decidido a ingressar de fato na vida pública.
“A gente chegou num certo ponto que Santa Cruz não tinha muita opções, teve alguns ciclos de economia, do carvão, depois de alpercatas... E quando terminei o ginásio fui à Brasília, mas tinha 17 anos e era difícil conseguir emprego”, conta e relembra o período ditatorial. “Era um tempo complicado, época de repressão, não se podia fazer muita coisa e se juntasse três ou quatro alunos corriam o risco da polícia já chegar ‘baixando o pau’”
Em busca da independência - Logo em seguida, retornou a Pernambuco, desta vez para o Recife onde prestou vestibular e ingressaria no Curso de Engenharia e Pesca. Ingressaria...
“Fui para o Recife e me inscrevi para o curso na segunda turma, e a SUDENE contrataria as três primeiras turmas do curso, já teria emprego garantido. Mas eu vivia na dependência do meu irmão Lamartine que era formado em odontologia e certa hora o sujeito tem que acordar, tinha que ser dependente e não dava pra esperar e fui para São Paulo”, conta.
Independência e algo mais... - Além da busca de melhores condições financeiras para o sustento, um fator ainda mais nobre, com nome e sobrenome, lhe fez arrumar as malas rumo a região sudeste: Ivone Aragão.
“Confesso que teve outro motivo, que foi dona Ivone. Já havia sido um sacrifício em Brasília sem ela que estava no Rio de Janeiro, e resolvi aceitar ir para São Paulo ficaria mais próximo. Trabalhei no Estado e depois fui para o Rio”, conta.
Na cidade maravilhosa, se casaram no ano de 1975 e tiveram por lá o primeiro dos três filhos. “Nesse período eu já trabalhava na Embratel, que era um emprego muito bom, consegui algumas promoções e depois moramos no Recife. Acontece que peguei umas férias, voltei em Santa Cruz e disse ‘quero ir embora mais não’”, relembra.
“O filho já estava crescendo e eu tinha vontade de voltar. E falei para Ivone ‘se Fábio (filho mais velho) crescer mais um pouco, não vai querer depois ir embora, vamos enquanto eu quem mando”, fala.
Em 1982 retorna definitivamente para a Capital das Confecções, de onde diz não pretender sair nunca mais, enquanto vivo for.
De volta à Santa Cruz, abre o comércio e decide aliar com o ingresso à vida pública
Sobrinho de Raimundo Aragão, Fernando observava como tudo acontecia desde muito jovem. Em 1968, em eleição para prefeito entre Gaudêncio Feitosa e Padre Zuzinha, com apenas 17 anos fazia a locução do primeiro, num jipe.
Em 82, participou efetivamente da campanha de Pedro Filho e Marluce Aragão (irmã), candidatos a prefeito e vice, respectivamente, candidatos do PMDB em Santa Cruz.
Em 1985, iniciou os encontros de lideranças do interior, em preparação para a eleição vitoriosa do Dr. Miguel de Arraes no ano de 1986. Período em que já iniciava as viagens à Capital Pernambucana, em busca de benefícios para o município.
“Teve uma passagem em 82 de Marcos Freire, onde inventaram o voto ‘de cabo a rabo’, que era o voto vinculado. E nesse tempo a gente pelejou para que Severino Monteiro se filiasse ao MDB para que pudéssemos votar nele, mas não teve jeito e Severino ficou na ARENA 2. Lançamos Pedro Filho para prefeito e minha irmã Marluce como vice e em virtude de tudo isso, tivemos uma participação mais ativa na campanha”, recorda. No pleito, a vitória foi de Roberto Magalhães.
“Em 1985 começou de fato os encontros de lideranças com o Adilson Gomes, em todo o Estado de Pernambuco. Adilson que é uma das vozes mais ativas do PSB e amigo até hoje e começamos a trabalhar o caminho para a eleição de Arraes em 86 e consequentemente foi ele (Adilson) quem viabilizou muitas obras para nossa cidade”, relata afirmando que Adilson Gomes receberá uma homenagem pelos serviços prestados à cidade, na Câmara de Vereadores.
Nome nas urnas
Primeira vitória nas urnas – Em 1988, ao lado do amigo José Augusto Maia, conseguiu se eleger como vereador como representante de Miguel Arraes em Santa Cruz.
“Já estava trabalhando no Centro Social Urbano no Governo de Arraes e a nossa chapa já estava pronta aqui com Oseas e Zinha. Fui candidato pelo PMDB juntamente com Zé Augusto e Professor Eduardo. Zé e eu fomos eleitos, Eduardo não conseguiu sucesso e foi uma experiência fantástica e com apoio realmente popular como representantes do governo Arraes aqui em Santa Cruz”, fala.
Rota Santa Cruz do Capibaribe - Recife
Ao lado de José Augusto Maia foram reconhecidamente dois políticos que viabilizaram obras estruturadoras para o município durante o governo Arraes. Fruto de diversas viagens de ambos à Capital Pernambucana para as solicitações.
Diz a “lenda” que no retorno das excursões, enquanto Fernando ia dormir, Zé ganhava os louros, contanto para o povo como os benefícios foram conquistados...
“As viagens ao Recife foram iniciadas ainda antes, quando ia com Samuel Amorim. Mas de fato, começamos uma luta quando Arraes assume em 87, por que nos primeiros meses iam vários carros de todas as partes. E daqui, ia também grupo de Severino Monteiro, e com a gente também ia João Maia que era mais político do que José Augusto e estava a frente de tudo”, conta.
“Fizemos reuniões nos bairro, colhendo as demandas da população e levamos umas 200 folhas com as propostas. O governo, como era pós-ditadura, estava recebendo muita gente de todas as partes do Estado, que imaginavam que seriam todos atendidos, e as coisas ainda estavam muito amarradas, o pessoal ainda não entendia bem como tudo funcionava. Chegava lá e tinha 300 pessoas querendo ser atendidas, era complicado. O tempo foi passando e o pessoal começou a desistir e nós continuamos”, prossegue.
“Em 87, 88 era eu e Samuel Amorim. Quem quisesse saber onde estávamos nas terças feiras, podiam nos encontrar no Recife. E depois de 89 com mandato de vereador, Zé e eu com as coisas que já estavam encaminhadas e outras demandas que conseguimos juntos. Os dois participavam das reuniões, acontece que, quem conheceu Zé, sabe que toda vida ele gostou de uma mala. Enquanto tivesse um guarda na rua, ele ficava conversando. Dormia durante o dia e a noite era um ‘maleiro’. Os dois participavam das reuniões e quando chegávamos aqui eu ia dormir para no outro dia estar no meu comércio, que nunca deixei mesmo com a política, para dar meu expediente e Zé ia para as malas para falar o que tinha acontecido. Ele sempre teve uma voz muito bonita e soube aproveitar muito bem”, diz Fernando.
1992 – Foi eleito o vereador mais bem votado do município, em eleição que teve Aragãozinho eleito prefeito e José Augusto vice. “Foi um reconhecimento claro da população pelo meu trabalho, que foi feito tanto na zona urbana, quanto na rural. Quando falamos, por exemplo, dos loteamentos quase todos eram completamente às escuras e conseguimos trazer iluminação. Bela Vista, Cruz Alta, Santa Tereza... conseguimos instalar a energia e o reconhecimento veio com o primeiro lugar”, relembra.
1996 - Fernando Aragão não esconde de ninguém o sonho de ser prefeito da cidade. Nunca desejou ser vice-prefeito, mas a chance surgiu em 1996, numa campanha ao lado do Padre Bianchi, que ele afirma ter ido para disputa sem querer e que ‘nunca acreditou na vitória’.
“Eu não queria ser vice. Não tenho perfil de vice. Para isso tem que ser um sujeito mais conciliador e não ter pretensões para o cargo número um. Por que as ideias acabam se chocando, o vice quer implantar algo diferente e dificulta as coisas. Então, nessa situação, briga ou se cala e como eu não sou de me calar, tenho esse perfil desde pequeno que brigo e discuto por aquilo que acredito, então não acho com esse perfil de vice”, diz e prossegue mais a frente “naquela oportunidade entraram num acerto que teria condições de vitória com aquela chapa e acabei aceitando, mas não acreditava na vitória do Padre”, finaliza.
2000 – Fez uma campanha para prefeito, na terceira via, rachando o grupo e perdendo a eleição para Zé. Afirma não ter se arrependido do posicionamento que tomou à época. “Não me arrependo de nada. Poucas coisas na vida em que me arrependo. Acho lindo quando surge uma nova tentativa como Cleiton na eleição passada, por exemplo. Jovem com vontade, mostrando que pode ser peça importante na discussão dos rumos de Santa Cruz. Às vezes cria o discurso que estava contra, mas isso não existe. Apenas Zé queria o mesmo canto que eu queria e é preciso que o povo diga quem serve. Foi o que aconteceu. Nos meus programas eu mesmo pedia, pelo amor de Deus, para não reeleger Ernando”, fala.
Para Fernando, o eleitor Taboquinha usou do chamado ‘voto útil’ para não reeleger o prefeito. Zé Augusto consegue a primeira vitória sendo reeleito 4 anos depois, já tendo feito as pazes com o amigo. “Deu os votos que Zé precisava pra chegar e foi o que aconteceu. Mas sem ressentimentos, nem mágoa”, fala.
2004 – Na reeleição de José Augusto para prefeito sob Dr. Nanau, Fernando já havia feito as pazes com o aliado. Novamente disputando e sendo eleito, pela terceira vez, para o cargo legislativo.
Durante essa Legislatura foi também tesoureiro do Moda Center Santa Cruz, na sua primeira formação diretora. O espaço de vendas inaugurou em 2007.
2008 – Elegeu-se para o quarto mandato na Câmara, em pleito que Toinho do Pará venceu Edson Vieira, para prefeito.
Presidência - Durante todo esse tempo de vereança Fernando Aragão foi eleito por duas vezes Presidente da Câmara de Vereadores, sendo considerado pela União dos Vereadores de Pernambuco, no ano de 2010, o melhor Presidente de Câmara do Estado de Pernambuco.
2012 – Eleito para o quinto e dito ultimo mandato na Casa José Vieira de Araújo. O vereador sente que “já cumpriu seu papel no Legislativo municipal”.
Antes da eleição porém, poderia ter sido candidato a vice-prefeito na chapa adversária e disputou internamente para ser prefeito do seu grupo.
“Eu e Edson nunca conversamos sobre isso. O convite, na verdade, partiu de Diogo e Oseas Moraes e foi para me desfilar do PDT e passar para o PSB que iria indicar o vice. Mas, voltei a mesma história e pensei, ‘não vou para brigar’. Tem coisa que você não acredita mesmo e também não era meu momento de sair do grupo e ir para outro, então continuei”, diz.
“Quero ver a pesquisa” - Durante a pré-campanha em 2012, uma pesquisa interna supostamente foi realizada, com resultado concreto até os dias atuais desconhecidos por parte de Fernando.
“Fomos para uma reunião com Armando Monteiro. Toinho, Zé Augusto e os vereadores, e ele foi bem claro e disse que teria duas candidaturas, Toinho que era o prefeito ou Zé Augusto. Toinho disse que não queria por que não estava motivado para outra disputa e Zé disse que não seria de ‘jeito nenhum’, que estava muito bem como deputado federal. Armando então perguntou quem estava disposto e os quatro se colocaram (Ernesto Maia, Fernando Aragão, Dr. Nanau e Zé Elias) e então ele falou que realizaria uma pesquisa. Eu quem dei a ideia de fazer uma qualitativa também para saber o que o povo queria realmente e ele vibrou e aceitou”, disse.
“Não vi, não sei...”
“Armando havia dito que a qualitativa teria um peso maior, por que mostraria a projeção do candidato. Dessas pesquisas sairiam os indicados que teriam reais possibilidades de disputar. Nanau fez uma grande festa. Ernesto fez um jantar e eu também fiz algo simples no Ypiranga. Depois as pessoas me falaram que eu havia ganho na qualitativa e na quantitativa tinha dado Nanau, que tinha vindo do outro grupo, muito é popular e tem carisma... Mas não posso assegurar esse resultado por que realmente não vi, mas saiu a conversa”, conta.
Imbatível? – “Depois de todo o processo de pesquisa, o grupo teve novo encontro com o Armando Monteiro, desta vez em Belo Jardim, onde o mesmo reconhecendo o resultado da pesquisa teria dito que só faltava saber ‘quem seria prefeito e vice, no entanto, Zé tava mudando de ideia. “Em Belo Jardim, Armando chegou a afirmar que a candidatura estava posta, mas deu pra trás e Zé disse que era imbatível e foi candidato, mas não deu”, encerra Fernando.
O resultado final do pleito, foi a vitória de Edson Vieira diante do deputado.
Ping-pong
Miguel Arraes – Eterno governador. Eterno ídolo.
Eduardo Campos – Muito bom
Augustinho Rufino – Competente no seu tempo
Padre Zuzinha – Como político, não foi muito bem
Carlinhos da Cohab – Popular
Dimas Dantas – Homem sério
Ernesto Maia – Muito intelectual
Toinho do Pará – Meu compadre
Zé Augusto – Uma liderança
Edson Vieira - por enquanto, razoável
Fernando Aragão – O povo diz
Santa Cruz do Capibaribe – Meu mor minha vida, minha paixão.

 

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